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Descubra a trajetória de inovação e crescimento da CAOA Chery no Brasil. Conheça as estratégias que impulsionaram essa montadora ao sucesso!
Por: PrimeiraMão
22.05.2024 • Atualizado há 2 anos
A indústria automotiva brasileira tem sido palco de uma evidente transformação nos últimos anos, impulsionada pela entrada de novos players e pela adoção de estratégias inovadoras.
Nesse cenário dinâmico, a CAOA Chery entrou no mercado brasileiro como uma empresa ascendente, desafiando as montadoras já conhecidas e redefinindo os padrões do setor. Essa empresa, fruto de uma joint venture entre o grupo CAOA e a montadora chinesa Chery, combinou sua expertise global e adaptação às demandas locais.
Desde sua chegada ao mercado brasileiro, em 2017, a CAOA Chery tem trilhado um caminho audacioso, pautado pela inovação constante e pelo compromisso com o crescimento sustentável.
Com uma estratégia ousada, a empresa tem introduzido veículos que desafiam as percepções tradicionais, oferecendo designs arrojados, tecnologias avançadas e um valor excepcional para os consumidores.
Qual a origem da montadora Chery?
A maioria das montadoras nasceu dentro do setor automobilístico, mas a Chery teve outro início bastante peculiar: antes ela era uma fábrica de brinquedos e jogos infantis.
A empresa, que é uma estatal chinesa, passou a montar carros após o governo local pedir que a fábrica produzisse veículos para táxi, e assim, a Chery conseguiu o licenciamento e passou a atuar no setor veicular.
Em 2001, com a participação da Shangai Automotive Industry Corporation (SAIC), a Chery cresceu e passou a atender toda a China. Com a falência da Daewoo, outra fabricante de veículos, a maior parte dos funcionários migraram para a Chery, o que terminou impulsionando vários projetos veiculares, como o Chery QQ e Chery Oriental Son.
A chinesa teve um forte crescimento e, em 2008, já estava na 16ª posição de vendas na China.
Quantos anos tem a marca Chery?
A fabricante chinesa nasceu em 1997, em Wuhu, na China, mas só chegou ao Brasil em 2009, tendo sua primeira sede administrativa em Salto, interior de São Paulo.
Se considerarmos apenas as operações no Brasil, a Chery tem 15 anos de participação no setor automobilístico brasileiro, com vários lançamentos e modelos já fabricados no Brasil.
A primeira loja da fábrica, fora da China, foi inaugurada em 2014 em Jacareí, também interior de São Paulo, e produz cerca de 150 mil veículos por ano.
O que significa a palavra CAOA?
A palavra, propriamente dita, não possui nenhum significado na língua portuguesa. Entretanto, ela é a junção das iniciais de Carlos Alberto de Oliveira Andrade, um dos maiores empreendedores brasileiros, que virou um ícone da indústria automobilística brasileira.
Onde fica a fábrica da Chery no Brasil?
A CAOA Chery possui duas fábricas no Brasil: uma delas em Jacareí, São Paulo, atualmente fechada, mas que comporta a fabricação de, aproximadamente, 150 mil veículos por ano; e em Anápolis, Goiás.
A fábrica de Jacareí, atualmente está fechada para, segundo a própria montadora, ser modernizada para atender as novas convenções da legislação do Proconve L7. Enquanto ativa, a unidade foi responsável pela produção do SUV Tiggo 3X, que também saiu de linha na mesma data do encerramento da planta.
Já a planta em Anápolis é responsável tanto pelos veículos da marca, quanto pelos da sul-coreana Hyundai. Em agosto de 2023, a fábrica recebeu um investimento de R$3 bilhões, que serão distribuídos ao longo dos próximos cinco anos.
Anápolis é responsável, atualmente, pela fabricação dos modelos Tiggo 5X, Tiggo 7 e Tiggo 8.
Quais carros a Chery fabrica no Brasil?
A chinesa fabrica no Brasil modelos, como o Tiggo 3X até o Tiggo 7 Pro, híbrido da marca. Sedãs como o Arrizo 5 e Arrizo 6, e o elétrico Arrizo 5E, também já são fabricados em território nacional.
Como está a situação da CAOA Chery no Brasil?
De acordo com o site Quatro Rodas, a chinesa tem planos audaciosos para o Brasil, entre eles, o lançamento das marcas Exeed, Jaecoo e Omoda. Porém, sem a participação da brasileira CAOA.
É importante lembrar que, apesar da fusão de ambas marcas, a Chery International continua sendo independente do grupo brasileiro, mas existem planos para que a parceria continue.
A Exeed é uma linha de luxo, que nasceu de versões como o Tiggo 7 e Tiggo 8. É esperado o lançamento para este ano, 2024, mas os executivos ainda estão estudando a melhor maneira de entrar no mercado brasileiro.
A Jaecoo tem uma proposta de SUVs mais luxuosos, porém sem perder a pegada off-road, característica da marca chinesa. Até o momento, existem dois modelos que continuam em fase de desenvolvimento e testes.
Já a Omoda, que, até o momento possui o modelo SUV C5, passará a oferecer a versão elétrica, que se chamará E5. No Brasil, as unidades previstas do C5 devem vir equipadas com um motor 1.5 turbo, acompanhado por um sistema híbrido-leve, possivelmente similar ao utilizado no Tiggo 5X Pro Hybrid e no Tiggo 7 Pro Hybrid.
Quanto ao modelo totalmente elétrico, o Omoda E5 terá praticamente o mesmo design das versões movidas a combustão. A diferença entre ambos modelos estará na frente do veículo, que não possui grade, apresentando apenas uma entrada de ar na parte inferior do para-choque.
Quais são os modelos de carro da Chery?
Atualmente, a CAOA Chery comercializa no Brasil os seguintes modelos:
Tiggo 2
Em 2018, a Chery lançou no mercado brasileiro o SUV com tração 4x2 equipado com um motor 1.5 16V de 115 cv, flex. Disponível nas variantes Look (básica) e Act (top de linha), o veículo apresenta transmissão powershift.
Arizzo 5
Este novo sedan da marca chinesa destaca-se não apenas pela sua oferta de equipamentos, mas também por seu preço competitivo. O Arrizo 5 marca a estreia do novo motor 1.5 turbo flex da Chery no Brasil.
Enquanto na China o sedã é equipado apenas com o motor 1.5 aspirado, aqui ele recebe um turbo (sem injeção direta) e duplo comando variável, alcançando uma potência de 150 cv e um torque de 19,4 kgfm.
Esse motor é baseado no 1.5 aspirado encontrado no Tiggo 2. O câmbio disponível é sempre automático CVT com simulação de sete marchas. Além disso, há também uma versão elétrica do Arrizo 5, sendo o primeiro sedã elétrico do país, com uma autonomia de 322 km.
Tiggo 5x
O SUV compacto possui câmbio powershift e apresenta boas dimensões, medindo 4,33 metros de comprimento e 2,63 metros de entre-eixos, superando modelos como o Honda HR-V e o Hyundai Creta.
Seu porta-malas possui capacidade para 340 litros, podendo ser expandido para 1.100 litros com o banco traseiro rebatido. O destaque fica por conta do pacote de série, repleto de itens, como é comum nos modelos chineses.
Tiggo 7
O Tiggo 7 possui 4.5 m de comprimento, 1.8 m de largura e 1.6 m de altura, com entre-eixos de 2.6 m. Seu porta-malas oferece capacidade para 414 litros até a altura das janelas e pode chegar a 1.100 litros com o encosto do banco traseiro rebatido.
Ambas as versões são equipadas com a mesma mecânica do Tiggo 5x: motor 1.5 turboflex de 147/150 cv de potência e 21,4 kgfm de torque, sempre acoplado a um câmbio de dupla embreagem e 6 marchas. A tração é exclusivamente dianteira.
Arrizo 6
Competindo com modelos renomados como o Toyota Corolla e o Honda Civic, o Arrizo 6 se destaca por oferecer um porta-malas espaçoso de 570 litros, além de dimensões maiores em comprimento, altura e largura em comparação aos seus rivais.
Mantendo a mesma motorização do Arrizo 5, o Arrizo 6 é equipado com um motor 1.5 turboflex, associado a um câmbio CVT de 9 velocidades, rodas aro 17 e uma potência de 150 cv.
Chery iCar
O modelo subcompacto e elétrico da marca tem se posicionado como o mais acessível do Brasil. Equipado com um motor elétrico de 45 kWh (61 cv) e 15,3 kgfm de torque no eixo traseiro, o veículo tem sua velocidade eletronicamente limitada a 100 km/h, proporcionando uma autonomia de até 282 km.
Tiggo 8
Como o veículo de ponta da montadora, o SUV com câmbio powershift surpreendeu nas vendas em apenas 40 dias após o lançamento, levando a marca a aumentar o preço em menos de 15 dias.
Isso obrigou a CAOA Chery a quase triplicar sua produção. Equipado com o motor 1.6 turbo a gasolina de 187 cv, o veículo apresenta uma transmissão automática powershift de 7 velocidades banhada a óleo, com opção de trocas manuais. A tração é 4x2.
Conclusão
A trajetória da CAOA Chery no Brasil representa muito mais do que o simples avanço de uma montadora. Ela simboliza uma verdadeira revolução no setor automotivo nacional, desafiando modelos e montadoras, e impulsionando a inovação em um mercado historicamente dominado por gigantes estabelecidos.
O impacto da presença da Chery no Brasil é sentido em diversas frentes. Sua estratégia ousada de design e tecnologia tem pressionado os concorrentes a elevarem seus próprios padrões, beneficiando, em última instância, os consumidores brasileiros.
Além disso, a empresa tem desempenhado um papel importantíssimo na geração de empregos e no fortalecimento da cadeia produtiva local.
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